Após homicídio em Nova Venécia, órgãos são transportados para salvar vidas no ES

Alessandro Kurther de Souza, de 35 anos, foi baleado na saída de uma festa e teve morte encefálica confirmada na quarta-feira (3)

Após a confirmação da morte encefálica de Alessandro Kurther de Souza, de 35 anos, vítima de um ataque a tiros no bairro Rúbia, em Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo, a família autorizou a doação de seus órgãos. Um fígado e dois rins foram doados e transportados do Hospital Estadual Roberto Silvares, em São Mateus, para o Hospital Evangélico de Vila Velha, na quinta-feira (4), pelo helicóptero do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).

De acordo com a Polícia Militar, Alessandro foi surpreendido e atingido por disparos de arma de fogo efetuados por dois suspeitos em uma moto, enquanto saía de uma festa no sábado, 30 de maio. Após o crime, os atiradores fugiram. A vítima foi socorrida inicialmente para o Hospital São Marcos e, em seguida, transferida para o Hospital Roberto Silvares, onde permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Alessandro ficou internado por quatro dias, mas não resistiu aos ferimetnos e teve a morte encefálica confirmada pela equipe médica na quarta-feira (3)

Em entrevista, a esposa da vítima, Jéssica Kurther, relembrou os dias de angústia no hospital e o momento em que recebeu o diagnóstico, ressaltando o apoio que teve.

Quando recebemos a notícia referente à morte encefálica, foi muito triste, dolorido e sofrido, pelo fato de estarmos acompanhando ele na esperança de que voltasse para nós. Porém, foi feita a vontade de Deus, além do excelente trabalho de toda a equipe médica

Jéssica Kurther Assistente Social

Jéssica relembrou que o marido era uma pessoa de bom coração e que gostava de ajudar o próximo. Ela explicou que, após uma conversa com a mãe de Alessandro, ambas concordaram com a doação como uma forma de salvar outras vidas. Alessandro deixa esposa e três filhos.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Nova Venécia. Até o momento, nenhum suspeito foi detido.

(Da Redação)

(INF.\FONTE:  A Gazeta \\ A Gazeta)

(FT.\CRÉD.: A Gazeta \\ Divulgação)